Verão acende o alerta para os cuidados com os pets

É bom os tutores ficarem atentos aos horários certos de passear com os bichos, e sempre deixarem água em abundância para mantê-los hidratados. Além disso, é importante ter cuidado com certos tipos de alimentos. Conforme a raça, a atenção deve ser redobrada.

A principal recomendação dos especialistas é evitar horários de pico do sol. O horário ideal é antes das 10h e depois das 16h, ainda assim, em lugares protegidos dos raios solares. Tudo para evitar, também, que os coxins — tipo de almofadinhas que eles têm nas patas — não queimem no chão. “Esse é um problema muito comum nesta época. Aconselho dar preferência a passear na grama”, orienta a médica veterinária Erika Abrantes de Almeida.

A sensibilidade dos bichos em relação ao calor varia de acordo com a raça, observa Erika. Especialista em medicina veterinária intensiva, ela afirma que alguns cães são mais suscetíveis às queimaduras dos coxins. Outros já são bem mais resistentes, como o pastor alemão, o pastor belga malinois, o boiadeiro australiano, e os fiéis vira-latas. “Apesar de a resistência ser algo notável nesses animais, ainda assim, devemos ter as mesmas preocupações referentes ao piso quente”, reforça.

Erika também sugere que os cãezinhos não usem sapatos, para não perder a sensibilidade nas patas. Segundo ela, existem outras opções, como os protetores feitos de borracha, que são bem finos e protegem os coxins de pisos quentes, resguardando a sensibilidade das patas. “Os animais que possuem os coxins rosados são extremamente sensíveis às altas temperaturas do solo. Isso pode ser uma ótima opção.”

Entre os felinos, os problemas que vêm com o verão são menores, já que eles costumam se lamber mais e, assim, resfriam o corpo. Mas, como os cães, eles também ficam ofegantes. Em algumas raças, como persa e maine coon, é aconselhável a tosa no período de maior calor. Mas não é regra, diz Erika. “Alguns apresentam uma adaptação incrível às mudanças de temperatura e geralmente não é necessária a tosa.” É o tutor quem deve avaliar se precisa, de acordo com o comportamento do animal.

O mesmo não acontece com os cães de focinho amassado, como os pugs, shih-tzu e outros braquicefálicos. Especialistas alertam que os cuidados com eles em épocas de calor devem ser intensificados. “Com todos os animais devemos ter cautela. Porém, raças braquicefálicas sofrem mais”, alerta Erika. Isso acontece porque raças com essa característica já têm dificuldade natural de respiração.

Quando o ar está quente, a temperatura do corpo pode ultrapassar os limites fisiológicos que permitem a troca de calor com o ambiente. Nos cães, essa troca é feita através da respiração, e, com o focinho mais curto, essas raças têm mais dificuldades. O fenômeno, chamado de intermação, pode levar os bichos a óbito. Os tutores devem evitar que fiquem expostos ao sol e em lugares abafados.

Fonte: Correio Braziliense

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