Qual é a melhor coleira para o seu cachorro? Veja os tipos mais recomendados

Quem tem um cachorro sempre fica em dúvida sobre qual coleira adequada para seu pet. Veja aqui dicas para escolher de forma correta!

1. Coleira Tradicional

É aconselhável para a maioria dos animais e junto com a guia certa pode tornar o passeio muito agradável.

Feitas de inúmeros materiais, as coleiras podem ser de tecido, nylon, couro ou tantas variações que encontramos no mercado. Alguns especialistas aconselham o uso de coleira 24 horas por dia para que o cão acostume a usá-la e por precaução caso seu animal fuja: tendo uma coleira quem o encontrar saberá que tem dono, além da possibilidade de gravar informações de contato nesse acessório.

Por outro lado, caso você opte por deixá-lo com a coleira, deve ficar atento a possíveis locais onde ela pode enganchar, especialmente no caso de cães muito ativos.

O AgendaPet recomenda somente colocar a coleira apenas no momento do passeio e usar outras alternativas para identificação dos cães, em especial o microchip.

Cuidado ao colocar uma coleira no seu cachorro: ela deve ter uma folga de espaço onde caiba a sua mão. Mas nada de deixá-la frouxa também. Esses cuidados garantem que você consiga segurar o cachorro sem agredi-lo fisicamente e que tenham um passeio tranquilo.

Esse modelo é o preferido para passeios, pois basta uma coleira de nylon com uma guia e o cão consegue se movimentar tranquilamente pelas ruas.

2. Enforcador

Antes muito utilizada, não é mais recomendada pelos profissionais, pois inadequadamente enforca o animal.

Esse modelo recebeu tal nome pela sensação de sufocamento que provoca quando um cachorro puxa a corrente. Não recomendado por muitos especialistas, o enforcador exige grande cuidado ao manusear, pois o uso impróprio pode machucar o seu cão.

Geralmente, é usado em cães que possuem um porte de médio a grande e tendem a não ficar quietos, pois o enforcador pode inibi-los, mas não são recomendados para quem não possui experiência, já que pode machucar o seu pet.

Assim como a coleira, o enforcador deve ter uma folga para não enforcar realmente o cão e evitar acidentes, então tome muito cuidado se optar por comprá-lo para escolher o tamanho de acordo com seu cachorro. Ao usá-lo, forme um “P” com o enforcador e encaixe-o no pescoço do animal.

Existem algumas variações, como os que possuem garras, também chamados de carranas. São ainda mais desaconselháveis, pois as garras podem perfurar o pescoço do animal.

Ainda existem os ajustáveis, que são os mais indicados para quem opta por um enforcador, pois é possível regular a largura de acordo com o tamanho do pescoço do animal.

O ideal mesmo é treinar seu cachorro a passear com uma coleira, o que certamente fará o passeio mais prazeroso para todos.

3. Coleira peitoral

É uma excelente alternativa e evita enforcar o cachorro. Pode ser usada por todas as raças, em especial aquelas com dificuldade de respiração e focinho achatado.

Evite as coleiras peitorais que prendam a guia nas costas, que acabam sendo um estímulo para que seu cachorro te puxe até que sinta firmeza do outro lado.

Alguns modelos podem restringir os movimentos do animal, por isso, olhe com atenção. Em geral, as que prendem antes e depois da pata, como as da foto ao lado, dão maior conforto.

Se o seu cachorro tem pelo mais longo, observe os materiais e evite aqueles muito largos e com muitas peças de metal para não enganchar.

Enfim, lembre-se que a coleira deve ser somente uma “guia” e que com o treinamento adequado nem você nem seu cachorro deveriam precisar da coleira (Atenção: mas nunca deixe de usar quando for passear em local aberto!).

A coleira peitoral evita que o controle do cachorro aconteça pela pressão ou por enforcamento, além de eliminar o risco de o cachorro se soltar, como ocorre com as coleiras tradicionais.

4. Headcollar

Fica em volta do pescoço e focinho do animal e é indicada para cachorros fortes e durante o treinamento.

É o modelo de coleira indicado para cães de comportamento instável ou raças fortes, pois consegue ficar no focinho do animal, facilitando quando for necessário puxá-lo e chamar sua atenção.

Mesmo estando no focinho do animal, não funciona como a tradicional focinheira, que é obrigatória em algumas raças de cães (no Estado de São Paulo, o Pit Bull, o Mastim Napolitano, o ottweiller e o American Stafforshire Terrier devem usá-la), pois ela permite que o animal faça suas refeições ou beba água tranquilamente. Lembra bastante um cabresto e é feita de nylon para não machucar a pele do cachorro.

Especialistas recomendam focinheira para cães fortes, os quais é mais difícil segurar pela coleira, ou para os de pessoas com dificuldade de liderança, pois não há necessidade de usar a força, já que uma simples puxadinha já passará a mensagem ao animal.

Também por esses motivos, essa coleira é indicada durante o adestramento do cachorro, pois facilita o processo de orientar seu foco, por exemplo, quando chama sua atenção.

Para usá-la no cão, coloque antes a parte do focinho e depois passe em volta do pescoço. Mais uma vez, o cuidado para que não fique nem apertada e nem larga deve ser seguido.

Escolhendo a guia certa para o seu cão

Assim como as coleiras apresentam diversos modelos no mercado, as guias também lançam novidades a cada dia, e a importância de sua escolha na hora do passeio também é essencial para o bem-estar seu e do seu pet.

Os modelos mais conhecidos no mercado são listados a seguir.

1. Guia de nylon

Há em diversas cores, mas pode machucar as mãos.

São oferecidas em uma infinidade de cores e quem gosta de variar sempre tem uma coleção, porém para quem usa a guia todos os dias ou durante horas (por exemplo, em treinamentos) não é aconselhável, já que pode machucar as mãos.

2. Guia de couro

São mais aconselháveis, pois duram mais do que as outras e não machucam as mãos.

São necessários alguns cuidados especiais, como o fato de não poder guardá-la molhada, mas compensa porque proporciona uma sensação melhor para quem precisa segurar uma guia todos os dias.

Quando comprar, procure por guias de couro que não tenham costuras e sim arremates com tranças, elas duram por muito mais tempo.

Evite guias que possuam amortecedores ou sejam elásticas, da mesma forma, fuja de materiais grossos, pesados e com acessórios que possam machucar o animal. Escolha uma guia de largura média ou grossa, que fique adequada em sua mão, pois guias muito finas podem machucar.

Quanto ao tamanho, independente do material, o recomendado é usar guias de 1,80 m para treinamentos, pois dão flexibilidade para exercícios, ou 1,50 m para passeios. Para exercícios de treinamento a longa distância, existem guias ajustáveis ou pode optar por tamanhos de 7 a 10 m.

Enfim, as opções são diversas e, a menos que você tenha um cachorro muito forte, a todas as raças é indicada uma coleira com uma guia que também seja confortável para você. Lembre-se de que é importante acertar na escolha para ter um passeio agradável com o seu cachorro.

Fonte: Bolsa de Mulher

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