Enriquecimento ambiental para cães e gatos

As grandes metrópoles têm uma população cada vez maior, e a construção de prédios segue em um ritmo frenético para abrigar tantas pessoas. Em meio a este cenário, quem tem ou deseja ter um cãozinho de estimação fica um tanto limitado, já que a vida de um cachorro tem muito mais qualidade quando o animal pode circular, correr e brincar em espaços grandes – e na vida de hoje, nos grandes centros urbanos, os espaços restritos de apartamentos são muito mais frequentes e comuns do que os mais amplos, encontrados em casas.

Com isso, uma parte considerável dos cães que tem energia de sobra e fica restrito ao espaço de um apê pode acabar desenvolvendo uma série de problemas físicos e até psicológicos, que incluem desde a falta de apetite até a depressão. Mas esse tipo de complicação parece ter encontrado uma alternativa de solução, e o enriquecimento ambiental tem sido cada vez mais usado para evitar o tédio, a solidão e uma série de questões comportamentais que podem surgir em função da convivência de cães em locais pequenos e em que passam boa parte do dia sem companhia alguma.

Tendo o aumento das opções de atividades e desafios (para que o cão ocupe o seu tempo) como objetivo principal, esse enriquecimento de ambiente é feito usando cinco fatores diferentes como base, incentivando o entretenimento do animal enquanto o seu tutor não está em casa e, consequentemente, menos possibilidades de que o pet desenvolva qualquer tipo de questão comportamental.

Conforme citado, esse tipo de mudança pode ser feito em cinco diferentes âmbitos para que o animal melhore sua capacidade mental e física, sem a necessidade de destruir os móveis de casa para passar o tempo enquanto sua dona não chega:

– Alimentar: O dono do pet dificulta o acesso ao alimento por meio de ferramentas que tornam a busca por ele mais divertida, obrigando o animal a sair da rotina e a superar desafios divertidos para comer.

– Sensorial: Neste caso, o incentivo ao animal é feito por meio de objetos que estimulem os seus cinco sentidos e, portanto, mudanças no piso, na luz e na disposição os móveis da casa podem ser mudanças válidas.

– Social: O cachorro entra em contato com outros cães, aprendendo a se relacionar melhor com outros de sua espécie e se divertindo enquanto exploram novas amizades.

– Cognitivo: O uso de jogos especialmente desenvolvidos para cães é a base, e o animal exercita sua capacidade mental por meio das brincadeiras, que tem diferentes níveis de dificuldade.

– Físico: Considerada a técnica mais simples e eficaz de se botar em prática, a mudança física que promove o enriquecimento do ambiente propõe que os móveis e itens do lar sejam modificados, promovendo ‘tocas’, esconderijos, obstáculos, locais novos para pular, brincar e explorar.

Fonte: Bolsa de Mulher

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