Como levar animais de estimação no carro de carona

Passear é bom. Viajar, melhor ainda! Nada como colocar o pé na estrada e dar aquela relaxada. Malas prontas e – opa! – está faltando alguma coisa. O bichinho de estimação. Quem tem sabe: ele é companheiro inseparável, seja para dar uma volta rápida de carro ou para uma viagem mais longa. É bem verdade que às vezes o pet nos acompanha porque não temos com quem deixá-lo, mas muitos donos fazem questão de levar seu animal a tiracolo para todo lugar – afinal, e quando bater a saudade? Mas não é assim, só levar e pronto. É preciso tomar alguns cuidados para que o pet não passe mal ou se machuque durante o percurso.

Para você e seu melhor amigo curtirem a paisagem em movimento numa boa, veja as dicas a seguir.

– Os animais devem ser acomodados no banco de trás do carro (nunca na frente ou na caçamba), com o cinto de segurança afivelado. Se deixado solto dentro do carro, o bichinho pode se machucar com freadas bruscas, por exemplo, ou acabar provocando acidentes ao distrair quem está dirigindo.

“Há cintos especiais para pets à venda em pet shops e também já existem roupinhas que têm encaixe para o cinto de segurança do carro, proporcionando segurança ao animal”, conta a veterinária Amanda Sonnewend de Carvalho, da Vetnil. Atenção: o cinto deve prender a região peitoral, nunca o pescoço.

– Se preferir, acomode o bichinho em uma caixa transportadora confortável, adequada ao tamanho dele. De acordo com Alice Pádua, para gatos a regra é usar sempre a caixa de transporte. “Gatos são mais sensíveis. Não podem ser transportados com cinto de segurança, pois não são animais tão previsíveis como os cachorros”, explica.

pet-caixamsnÉ muito importante, ainda, que o dono verifique, antes da viagem, se será preciso umperíodo de adaptação do animal à caixa de transporte. “Se necessário, comece assim: coloque algum brinquedo e/ou petiscos dentro da caixa e tente fazer o pet dormir nela por, no mínimo, duas noites”, aconselha a veterinária Amanda Sonnewend.

– A cabeça do pet deve ficar dentro do carro para que ele não seja atingido por objetos como papel, garrafa, toco de cigarro, galhos de árvore e até mesmo por outros veículos. “Insetos e ciscos também podem atingir os olhos dele”, alerta Alice Pádua, proprietária da Feras & Fofos Pet Shop. Resultado: uma baita inflamação na córnea do animal. Além disso, o vento direto na cara pode causar doenças como resfriado, otite e conjuntivite.

– Os horários mais indicados para fazer o trajeto de carro são os noturnos ou logo no início da manhã, quando a temperatura é mais amena. Deixe sempre o veículo bem ventilado, para o bichinho não sofrer de insolação, o que pode levá-lo à morte. Os animais com focinho curto, como os cães Pug e Buldogue Inglês e o gato Persa, são os mais sensíveis ao calor, mas os demais também sofrem muito. Dica: tosar os pets mais peludos ajuda a deixá-los mais fresquinhos para o passeio.

Viagens longas de automóvel só devem ser feitas com animais que já estão acostumados a andar de carro. “Para os que não estão, é necessário que seja feita uma ‘preparação’: dê algumas voltinhas de carro com o pet alguns dias antes da viagem. Assim ele se acostuma com o veículo em movimento”, recomenda Sonnewend.

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Nada de enjoo e estresse!

– “O animal deve estar em jejum de água e comida no mínimo duas horas antes da viagem, o que evita enjoos e vômitos durante o percurso”, completa a veterinária. Mas isso não significa que ele deve ficar sem beber água até chegar ao destino. Pelo contrário, é preciso manter o bichinho hidratado ao longo do trajeto.

Faça paradas a cada duas horas para que o animal possa fazer suas necessidades. Aproveite para dar a ele um pouco de água fresca. Se não tiver como parar de jeito nenhum, o uso de fraldas veterinárias pode evitar experiências desagradáveis dentro do carro.

– “Todo e qualquer transporte causa estresse nos animais. Por isso, pode ser necessário administrar a eles produtos que minimizem a tensão, como o Triptophano”, explica Sonnewend.

A Pet Society, por exemplo, lançou o “Stress Away”, produto que diminui a resposta do animal ao estresse ambiental. “Trata-se de uma opção natural que, por meio da utilização dos óleos essenciais do capim-limão, lavanda e camomila, ajudam no controle da ansiedade, estresse, irritabilidade e hiperatividade do animal. Não há contra-indicações”, explica a veterinária e supervisora de marketing da Pet Society, Cleiser Kurashima.

“Converse com o veterinário sobre a melhor medicação para o seu bichinho, pois o animal pode ter alguma reação alérgica a ela”, alerta Alice Pádua, dona da Feras & Fofos Pet Shop.

cao-carro-msnOutras dicas:

– Nunca deixe o seu animal sozinho no veículo, nem mesmo à sombra e com uma fresta de janela aberta. A hipertermia (aumento excessivo da temperatura corporal) ocorre rapidamente e pode levar à morte. Durante o verão, a situação se agrava, pois um carro pode se transformar em uma verdadeira estufa!

– Evite escutar música em volume alto. Isso pode irritar o animal e deixá-lo ainda mais estressado.

– Não é só você que faz as malas na hora de pegar a estrada. O ideal é fazer uma malinha para o seu bicho de estimação também. O que levar: garrafinha d’água, porções de ração, remédios eventualmente recomendados pelo veterinário, coleira, plaquinhas de identificação e, claro, alguns brinquedinhos para distraí-lo.

– Proteja o interior do veículo com tapetes e capas protetoras impermeáveis. Assim, evitam-se transtornos como excesso de pelos nos bancos, manchas de baba, vômito ou urina.

– Animais como peixes, aves, roedores e tartarugas devem ser transportados apenas em caso de extrema necessidade, porque eles se estressam muito durante o trajeto. Também não é recomendado transportar fêmeas grávidas e animais idosos.

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Documentação:

“Para viajar com o pet, é necessário que o dono tenha à disposição a carteira de vacinação em dia e uma autorização de viagem assinada pelo veterinário, atestando a saúde do bichinho”, lembra Alice Pádua, proprietária da Feras & Fofos Pet Shop. Este documento deve expedido por um médico veterinário credenciado no Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV) de onde você mora. Assim, você evita multas e até mesmo a apreensão do animal.

Animais tanto da fauna nacional como da estrangeira devem viajar com o documento que oficializa a aquisição dele. É recomendável também que o dono tenha licença de transporte do Ibama.

Lembrete importante:

Para quem não está a fim de levar multa, é lei: o Código Brasileiro de Trânsito estabelece dois artigos importantes quanto ao transporte de animais dentro do carro. Art. 235: conduzir pessoas, animais ou carga na área externa do veículo, salvo nos casos devidamente autorizados, é considerado infração grave com penalidade de multa, podendo haver até mesmo a retenção do veículo. Art. 252, inciso II: dirigir veículo transportando pessoas, animais ou volume à esquerda ou entre braços e pernas é infração média com penalidade de multa. Portanto, não se esqueça do que foi dito logo no início deste texto: animais devem ficar no banco de trás, devidamente acomodados.

Boa viagem!

Fonte: Bolsa de Mulher

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