Cachorros festejam o carnaval no Rio e ladram contra o abandono

O carnaval é animal” cantavam neste domingo os donos de dezenas de cachorros fantasiados para “curtir” o carnaval na orla de Copacabana, em um desfile que, além de divertir, denunciou os maus-tratos e abandono animal.

Super-heróis, dançarinas… qualquer fantasia se encaixava no denominado “Blocão”, nome formado a partir do trocadilho entre bloco e cão.

Desde 8h, a manada de cachorros e donos começaram a se reunir, que durante três horas percorreram boa parte da Avenida Atlântica, que nestes dias ferve de emoção com desfiles carregados de ritmo e cor.

De longe, parecia um bloco a mais, inclusive bastante humilde por seu tamanho, apenas uma caminhonete com dois alto-falantes para animar os presentes, mas essa suposta normalidade acaba quando as pessoas olham para o chão e para os braços dos participantes.

No total estavam presentes quase cem cachorros, que aproveitaram a ocasião para brincar, latir e divertir as pessoas que passavam por acaso pelo bloco.

O desenvolvimento do bloco não foi simples, já que muitas coleiras se entrelaçavam, o que provocou alguns tropeções, especialmente naqueles que levavam mais de um animal de companhia, até quatro em alguns casos.

O número de pessoas no bloco, que saiu às ruas com a intenção de denunciar o maus-tratos e o abandono animal, cresceu exponencialmente com a passagem dos minutos.

Rosana Vieira, de 47 anos, não tinha sossego com seus três cachorros e suas respectivas coleiras, mas conseguiu explicar à Agência Efe que “os cachorros também têm que se divertir” porque “não podem ficar o dia todo sozinhos”.

“Trouxe eles aqui para que conheçam outros cachorros e saiam da rotina, dos passeios de sempre”, comentou.

Outros cães, menores, foram nos braços de seus donos, que dançavam com eles ao compasso da banda.

A eles se somou um animador que, disfarçado de cachorro para a ocasião, interpretou canções expressamente elaboradas para estes animais.

“O melhor amigo do homem”, “inseparável”, “o que nunca te deixa de lado, o cachorro”, eram algumas das estrofes.

Quase todos os participantes estavam fantasiados, mas foram poucos os que pensaram em fazer conjunto com seu cachorro, que por outro lado, foram os que mais posavam orgulhosos para as fotos.

O rebuliço foi tanto que era maior a quantidade de curiosos que se aproximavam para tirar foto, do que o número de presentes no bloco.

A princípio, incrédulos e depois, alegres, cariocas e turistas acabaram por se unir ao desfile.

Além do bloco canino, na capital carioca há programados mais de 40 blocos.

Ao mesmo tempo que o “Blocão” dava o tiro de largada, a apenas 200 metros começavam a se reunir os primeiros presentes dos 100 mil esperados para o “Chora me liga”.

Além disso, ainda tem o “Bloco da Preta” no centro da cidade, que costuma reunir cerca de 500 mil pessoas.

Fonte: Terra

Deixe uma resposta