Animais X infecções respiratórias nas crianças

As infecções respiratórias são muito comuns nas crianças, principalmente no inverno de hoje. É preciso tomar alguns cuidados para que elas não se tornem um problema mais grave e sejam desenvolvidas outras doenças a partir da baixa resistência que elas provocam.

Fábio Pereira Muchão, pediatra e pneumologista, comenta sobre as principais infecções respiratórias. “As mais comuns são as virais: gripes e resfriados, por exemplo. Mas as bactérias – que podem causar, entre outras doenças, pneumonias, otites e sinusites – também têm um papel relevante”. O pediatra diz que crianças abaixo de 2 anos e as portadores de doenças crônicas são as mais vulneráveis.

As causas dessas infecções são os vírus e as bactérias e elas podem ser prevenidas com alguns cuidados. O dr. Fábio explica que “ter uma alimentação saudável, vacinação em dia e acompanhamento pediátrico para detecção dos sintomas e instalação rápida do tratamento (que varia de acordo com a causa) são essenciais”.

Um estudo de pesquisadores da Finlândia diz que crianças que convivem com cães e gatos são mais saudáveis e apresentam menos problemas de infecções respiratórias no primeiro ano de vida do que as que não têm contato com os animais. O pediatra e pneumologista alerta sobre esse fato. “O resultado é apenas de um estudo. Mesmo que publicado em uma revista de alto impacto não é suficiente para definir uma conduta para todas as crianças”, diz o doutor. E afirma que os benefícios de se ter animais em casa ou não devem ser analisados individualmente em uma decisão conjunta do pediatra com a família.

Dr. Fábio diz que, na maioria das vezes, os pelos dos animais de estimação são prejudiciais para crianças alérgicas e, portanto, a convivência com eles pode estimular a alergia e, também, as infecções respiratórias. Porém, ele não deixa de comentar os benefícios de se ter um bichinho em casa. “Os animais podem ser importantes do ponto de vista afetivo para as crianças e também fazer parte das atividades lúdicas que contribuem para o seu desenvolvimento”, diz.

Fonte: Bolsa de Mulher

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