Animais albinos

Imagine um aligátor (réptil da mesma família do jacaré) caçando. Ele fica imóvel, próximo à superfície da água, tentando se passar por um tronco flutuante. Quando uma possível presa se aproxima para beber água, não percebe que o jacaré está ali e acaba virando refeição. Para um aligátor albino é mais fácil ser confundido com um picolé de baunilha gigante do que com um tronco flutuante. Seria muito difícil enganar qualquer animal.

O albinismo é causado pela redução ou incapacidade de produção de melanina, pigmento responsável por proteger as células de danos causados pelo sol. Animais albinos são brancos com olhos vermelhos. Além de serem mais suscetíveis a queimaduras solares tem uma chance maior de desenvolverem câncer de pele.

Mas nem sempre a falta de pigmento é um problema, às vezes pode até ser a solução. Cavernas são ambientes privados de luz e, consequentemente de plantas. Os recursos disponíveis são escassos e ocasionais. Nessas condições é necessário economizar o máximo de energia possível. Como a produção de melanina gastaria preciosas calorias, seria uma vantagem deixar de produzi-la. Isso pode ter ocorrido durante a evolução dos troglobitas (animais que vivem exclusivamente em cavernas) que não só perderam a pigmentação como também, em casos mais extremos, os olhos — Do que adianta enxergar se você se encontra sempre no escuro?

Orca Branca

Iceberg. Esse é o nome do primeiro macho de orca branca conhecida pelo homem. A imagem do primeiro registro fotográfico do cetáceo correu o mundo, mas os cientistas ainda não sabem se ele é albino ou leucítico.

Resultado de imagem para leão leucístico

 

Fonte: National Geographic

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