5 MOTIVOS PARA ADMIRAR OS LEÕES

O apelido de rei da selva não vem ‘de graça’. Leões são enormes, majestosos e quem já teve a oportunidade de ouvir um rugido ao vivo sabe que o som é de gelar o sangue. Infelizmente, leões estão extremamente ameaçados pela caça humana – fato ressaltado pela morte de Cecil, um amado leão do Zimbábue, pelas mãos de um dentista americano que pagou milhares de dólares para ter a oportunidade de matá-lo. Estima-se que, nos últimos 30 anos, a população de leões da África tenha diminuído em 60%.

Listamos aqui alguns fatos incríveis sobre a espécie. Confira:

1. Não sabemos por que eles rugem

leão (Foto: reprodução)

Apenas algumas espécies de felinos conseguem rugir – mas disso você já sabia, afinal, seu gato não te acorda com um poderoso som de rei da selva. Entre essas espécies estão os leões, os tigres e as panteras. Acredita-se que o som (que consegue viajar grandes distâncias) é usado como um tipo de comunicação entre indivíduos do mesmo bando, mas ainda não temos certeza disso.

Em 2010, cientistas do Museu Zoológico Alexander Koenig, em Bonn, na Alemanha, analisaram as frequências dos sons produzidos por 27 espécies diferentes de felinos. A análise confirmou que os animais que vivem em ambientes mais abertos, como leões, produzem sons mais profundos e os bichos que vivem em habitat mais densos, com mais florestas, como os gatos da montanha, fazem barulhos de frequência mais alta. Só que isso não faz sentido de um ponto evolutivo, já que esses sons se perderiam na vegetação.

Outra explicação possível é que o tamanho do bicho afeta o tipo de som que ele produz – de novo, não dá pra comparar um leão rugindo com os miados do seu gatinho. Mas estudos genéticos mostraram que o peso não tem efeito na frequência produzida pelos animais. Então continuamos no escuro.

2. As jubas

com essa juba toda, é um bom candidato a pai de vários filhotinhos (Foto: reprodução)

Uma das marcas registradas dos leões, afinal é a única espécie de felino na qual os machos desenvolvem a ~cabeleira. A juba pode chegar a 23 centímetros e tem uma grande variedade de cores (sim, existem jubas negras na natureza, assim como as de Scar). Darwin (sim, o próprio) achava que as jubas ajudavam os leões a se proteger de machucados. Mas existe outra possibilidade: ela indica a virilidade do macho para as fêmeas. Os leões com jubas mais escuras teriam um maio nível de testosterona e uma expectativa de vida maior. Basicamente, um sinal de que ele seria um bom pai para futuros filhotes.

Para verificar se isso procede, cientistas compararam as diferenças entre as jubas e a vida de leões na África. Não foi possível obter evidências de que as jubas protegem os bichões de machucados, como Darwin sugeriu – apenas que, de fato, elas são um chamariz para fêmeas.

3. Eles podem contar

  (Foto: reprodução)

Claro que você não vai ver um leão resolvendo uma equação, mas eles possuem uma capacidade rudimentar para o cálculo. Por exemplo, quando um bando de leões ouve o rugido de um único leão estranho, dois animais do bando vão verificar qual é a do novato. Se dois leões se aproximam, são enviadas quatro leoas para verificar. Ou seja – eles conseguem diferenciar quantos leões estão chegando só pelo rugido e o bando tem uma noção dos números necessários para estar em superioridade.

4. Eles fazem caretas

viscoso, mas gostoso (Foto: reprodução)

Quando o leão cheira algo ~estranho, ele franze o nariz e retrai os lábios – ou seja, faz uma careta parecida com a sua quando você cheira algo estranho também. Isso é chamado de resposta Flehmen: os felinos fazem isso não para expressar nojinho, mas para capturar mais rápido o cheiro pelas narinas e manter o ar ‘perfumado’ lá por mais tempo, para analisá-lo. Outros tipos de animais também têm a prática, incluindo cavalos.
5. Leões têm uma origem misteriosa

cheio de mistérios (Foto: reprodução)

Sabemos que os leões estão por aí desde os primeiros registros de nossos ancestrais, mas não sabíamos muitos detalhes sobre o surgimento da espécie até 2014. Isso por que os bichões vivem em áreas tropicais, que não costumam ter muitos fósseis. Pesquisadores da Universidade de Durham, no Reino Unido, foram atrás dos registros mais antigos dos leões e analisaram os DNAs de espécies preservadas em museus. A análise mostrou que o ancestral mais comum entre diferentes subtipos de leão existiu há 124 mil anos. Então os leões modernos se dividiram em dois grupos, os que vivem no leste e no sul da África e os que vivem na África Central, no oeste do continente e na Índia. O segundo grupo é o mais ameaçado, o que significa que a diversidade genética de metade dos tipos de leões está em perigo.

Fonte: Galileu

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